EU TINHA MEDO DE USAR O FLASH!

E DIZIA QUE ADORAVA CLICAR COM LUZ NATURAL...

Toda vez que eu me via obrigado a usar um flash, ficava tenso! Chegava a suar frio. Tudo bem que, naquela época, não era possível ver a foto logo após o click, já que só existia a fotografia com filme. Então, eu só tinha a certeza do sucesso ou do fracasso após o processo de revelação.

A dificuldade me fez aprender muito! Tirava dúvidas com os fotógrafos mais experientes que me informavam o suficiente para não cometer erros grotescos. A galera da época não tinha muito jeito, muito menos talento para ensinar... A Internet ainda era desconhecida para 99,9% da população mundial! Me restava juntar o quebra-cabeças mais complexo que havia surgido na minha frente até então.

Um dia, lá pelos idos de 1988, me apresentaram um flash que prometia algo que poderia facilitar meu trabalho. Era o automatismo! Eu só precisava escolher um f/stop e o flash, como mágica, tratava de acertar a exposição num intervalo de distância determinado.

Flash eletrônico portátil Fotomatic 321A - O meu primeiro flash com automatismo por luz refletida.

Aéreo lindo do Bob Burnquist durante a inauguração do half-pipe do Clube Doze, em Floripa, 1989. Foto feita com uma Pentax Spotmatic com lente fisheye 17mm e flash Fotomatic 321A.

Hoje, temos o conhecido sistema TTL - Through The Lens - que mede de forma precisa - às vezes nem tanto - a exposição da cena através da câmera. Com o flash em TTL, você não precisa se preocupar, nem mesmo em informar com qual f/stop e ISO está usando, já que ele recebe todas essas informações diretamente da câmera. É uma maravilha da tecnologia, concorda?

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